Jó põe Deus no banco dos réus. Sobre o sofrimento inocente - Outras contribuições

Jó põe Deus no banco dos réus. Sobre o sofrimento inocente

Ignazio Carbajosa

18/07/2017 - Texto publicado em Tracce por gentil concessão de www.jotdown.es

Borges definia como “sublime” o livro que o conta. Claudel perguntava-se: “Quem é que alguma vez defendeu a causa do homem com tanta energia?”. Eis a razão pela qual a experiência bíblica desafia a nossa razão de modernos

“Se existe no mundo um livro que merece a palavra sublime, creio que é o Livro de Jó”. Palavras pronunciadas por Jorge Luís Borges numa conferência que teve lugar no Instituto Cultural Argentino-Israelita em 1965. O mesmo adjetivo é usado por Paul Claudel, da Academia Francesa, que na sua monografia sobre o Livro de Jó diz que, entre os livros do Antigo Testamento, “Jó é o mais sublime, o mais comovente, o mais audacioso, e ao mesmo tempo o mais enigmático, o mais desencorajador, aliás, ousaria dizer, o mais revoltante”. Justificando os seus adjetivos, o autor francês acrescenta: “Quem é que alguma vez defendeu a causa do homem com tanta intrépida energia? Quem é que encontrou na profundidade da sua fé o espaço para um grito como este, para tanto clamor, para uma linguagem blasfema como a de Jó?”. A causa do homem de Hus, que é a causa de toda a humanidade, neste livro torna-se um grito desolador dirigido diretamente a Deus: por que o sofrimento do inocente?...
(Leia o texto integral fazendo o download abaixo do Formato PDF)

> Leia o texto original em www.jotdown.es.

© Fraternità di Comunione e Liberazione. CF 97038000580 / Webmaster / Note legali / Credits